QUEM EU SOU?
A partir de uma loucura interna surge a necessidade de fuga e de reservar-se em lugares inacessíveis cuja profundidade e introspecção possam refletir o momento. Uma corrida inicia-se dentro de uma vestimenta frágil. E é junto à natureza que, por vezes, questiona-se a existência individual. Um apelo ao silêncio e aos mistérios da criação. Um olhar solto na imensidão do aparente caos. Com o tempo, o coração gentil suaviza-se com o vento. A respiração é percebida. O ritmo é controlado. O jogo de luzes entre as folhas brinca com a alma. As lágrimas dissolvem-se na fluidez energética. O palco materno opera silenciosamente. Respostas ao "quem eu sou" são enviadas de forma sutil e amorosa. Um galho que se mexe livremente, uma formiga que atua de forma ordenada, o cheiro da terra molhada que promove o crescimento e a lua cheia que chama para um enigma encantador. A simples presença no lugar que convida à lembrança de outros tempos. No invisível, surge um sorriso. O manto desp...